Atmosfera da Terra já foi similar à de Titã: sem NENHUM oxigênio; como isso mudou?
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Atmosfera da Terra já foi similar à de Titã: sem NENHUM oxigênio; como isso mudou?

Titã é o maior satélite natural de Saturno e o segundo maior de todo o Sistema Solar. Apesar de distante, ele possui certo “parentesco” com a Terra. Isso porque, segundo um recente estudo realizado em conjunto pela Universidade de St. Andrews, Escócia, e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA, nosso planeta já teve uma atmosfera similar ao que Titã apresenta até hoje.

Amostras de rocha da bacia da Gricualândia Ocidental, na África do Sul, combinadas com análises de modelos teóricos da atmosfera da Terra indicam que, antes do oxigênio, assim como Titã, nosso planeta abrigava metano, o mais simples dos hidrocarbonetos caracterizado por um gás incolor de pouca solubilidade em água e que, quando adicionado ao ar, se transforma em mistura inflamável.

Mas, se não havia oxigênio na Terra, como foi possível haver vida?

A lógica, acredite, é contrária: a vida surgiu antes do oxigênio. Se não fossem as cianobactérias (microorganismos que datam de 3,5 bilhões de anos atrás) o ar que você está respirando agora não existiria – e a Terra quiçá seria habitada.

Grande Evento da Oxigenação

Para sobreviver em uma atmosfera que abrigava metano, as cianobactérias desenvolveram o que hoje conhecemos como ‘processo da fotossíntese’ (energia da luz do sol que serve de matéria-prima para produção de açúcares da água e do dióxido de carbono).

A fotossíntese foi o pontapé inicial para o Grande Evento da Oxigenação, que aconteceu há 2,4 bilhões de ano e fez com a Terra se transformasse em um local habitável.

Tudo porque, apesar de a fotossíntese alimentar as cianobactérias, nem todas as partes do processo eram aproveitadas por elas: o gás não tinha nenhuma função para elas e, por isso, elas o liberaram para o ar e, consequentemente, bombeavam oxigênio para a atmosfera da Terra.

Se o processo de oxigenação da atmosfera terrestre não tivesse ocorrido, os organismos multicelulares presentes hoje no nosso planeta não poderiam existir.

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