Em foto tocante, menina de 5 anos ajuda irmão de 4 a vomitar após sessão de quimioterapia
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Em foto tocante, menina de 5 anos ajuda irmão de 4 a vomitar após sessão de quimioterapia

Aubrey, 5 anos, massageou as costas do irmão, Beckett, 4 anos, enquanto ele vomitava no banheiro, após uma sessão de quimioterapia.

Aubrey Burge, 5 anos, poderia estar brincando, jogando bola, correndo, assistindo TV ou estudando como qualquer menina. Mas ela largou tudo e optou por ficar ao lado de seu irmãozinho, Beckett, 4 anos, que precisava de apoio após uma sessão de quimioterapia.

Naquela manhã, o pequeno estava vomitando muito devido aos efeitos colaterais dos medicamentos utilizados na oncologia para destruir as células doentes que formam um tumor.

Uma foto tirada no momento em que Aubrey conforta o irmão foi publicada em uma rede social nesta semana pela mãe das crianças, Kaitlin, 28 anos. Ela conta que a fotografia foi feita em janeiro, mas só agora ela decidiu compartilhar online.

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Beckett foi diagnosticado com leucemia linfoide aguda, um tipo de câncer infantil. Logo começou a se submeter à quimioterapia na esperança de se livrar da doença. Sua mãe escreveu que decidiu postar a foto para lembrar da importância da família em momentos difíceis.

Naquela manhã, Aubrey ficou o tempo todo ao lado do irmão, enquanto ele passava mal no banheiro, massageando suas costasEla ainda o ajudou a lavar o rosto e as mãos, o levou de volta para o sofá na sala, e se ofereceu para limpar o banheiro, segundo a mãe.

“Ela não sabia o que estava acontecendo, mas ela sabia, por experiência própria, que quando ela estava doente, esfregávamos as mãos nas suas costas e a ajudávamos. Então, ela repetiu o gesto com o irmão. Ela massageava as costas dele e dizia para que ia ficar tudo bem, além de limpar seu rosto e lavar suas mãos”, diz. “Ela ainda me perguntou se podia limpar o banheiro, mas eu disse para ela ir se sentar, porque aquilo não era trabalho para ela”, completa.

Quimioterapia e câncer infantil

Uma coisa que ninguém te conta sobre câncer infantil é que ele afeta a família inteira. Você sempre escuta sobre as dificuldades médicas e financeiras, mas com que frequência você ouve sobre os apertos que as famílias que têm outras crianças vivem? Para alguns, isso pode ser difícil de ler e ver. Meus dois filhos, com 15 meses de diferença de idade, foram de brincar juntos na escola e em casa para se sentar juntos em um quarto frio de hospital. Minha menina, então com 4 anos, viu seu irmão ir de uma ambulância para a UTI. Ela viu uma dúzia de médicos colocarem uma máscara no rosto dele, colocar várias agulhas, colocar uma dúzia de medicamentos no corpo dele, tudo enquanto ele estava ali, deitado, sem poder fazer nada. Ela não tinha certeza do que estava acontecendo. Tudo o que ela sabia era que algo estava errado com o irmão dela, com seu melhor amigo”, escreveu Kaitlin.

Cerca de um mês depois, Beckett foi liberado do hospital, mas retornou para casa completamente diferente.

Antes um garoto hiperativo, cheio de energia e radiante, estava quieto, sonolento, enjoado. “Ele nunca queria brincar. Ela não entendia como ele podia andar antes disso, mas agora não conseguia nem ficar em pé sem ajuda. Ela não entendia porque ele precisava de tantos tratamentos. Para ela, era algo especial que ele tinha e e la não”, lembra.

A mãe das crianças explicou porque deixou Aubrey acompanhar parte do que aconteceu com o irmão, mesmo sendo tão pequena.

“As crianças precisam de apoio e de companheirismo e não devem ser mantidas à distância de quem está doente. O mais importante é mostrar que eles estão sendo cuidados, independentemente da situação. Ela passou a maior parte do tempo ao lado dele, no banheiro, enquanto ele estava vomitando. Ela ficou com ele, o apoiou e tomou conta dele”, explica.

Beckett tem apresentado sinais de melhora graduais, mas deve continuar em tratamento por mais dois anos. Aubrey e Beckett têm ainda uma irmã mais nova, Chandler, 2 anos.

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Fonte: Crescer/Fotos: Reprodução/Facebook

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