Maior buraco já registrado na camada de ozônio do Ártico acaba de se fechar e não tem nada a ver com a quarentena
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Maior buraco já registrado na camada de ozônio do Ártico acaba de se fechar e não tem nada a ver com a quarentena

Em fevereiro, cientistas descobriram um buraco na camada de ozônio sobre o Ártico que foi crescendo até atingir mais de um milhão de quilômetros quadrados. Era o maior já registrado, e agora acaba de se fechar.

O anúncio foi feito pelos pesquisadores do Serviço de Monitoramento Atmosférico Copernicus. Eles explicaram que a recuperação provavelmente não teve relação com a diminuição das emissões de poluentes devido ao isolamento social no mundo, que por sua vez foi causado pela epidemia de coronavírus.

A Terra já demonstrou diversas vezes a sua capacidade de atravessar grandes problemas, mesmo sem a ajuda de nós seres humanos. Ela curou sua atmosfera no passado, reintegrou a sua natureza, a sua fauna e flora e muito mais coisas sem a nossa intervenção. A natureza é tão poderosa que, até mesmo os erros que cometemos, eventualmente ela se prova capaz de se recuperar.

— Copernicus ECMWF (@CopernicusECMWF) April 23, 2020
Esse buraco sequer foi consequência da poluição, e sim de um vórtice polar especialmente poderoso. Trata-se de um sistema de baixa pressão e ar frio que envolve ambos os polos. Quando esse fenômeno se dissipou, permitiu a chegada de ar rico em ozônio, e a camada do Ártico conseguiu se recuperar.

Além da extensão impressionante, o buraco chegou a esgotar o ozônio encontrado em quase 18 quilômetros de estratosfera. Segundo os pesquisadores, a última vez que um forte esgotamento químico de ozônio foi observado no Ártico foi em 2011.


A escassez de ozônio no Polo Sul, por outro lado, é causada pela ação humana: poluentes fazem com que substâncias como cloro e bromo cheguem à estratosfera e se acumulando em um vórtice polar, tornando mais fina a camada que protege a Terra da radiação ultravioleta.
Já no Ártico, os vórtices polares são muito mais fracos, e por isso as condições necessárias para um forte esgotamento de ozônio normalmente não são encontradas. Por isso a equipe disse que o buraco deste ano era algo “sem precedentes” na região.

Segundo cientistas do Copernicus ECMWF, eles localizaram um buraco enorme na camada de ozônio, que se estendia por mais de 1 milhão de quilômetros quadrados, provavelmente devido à baixas temperaturas. Acontece que tempos depois, eles descobriram que esse buraco se fechou sozinho.

No entanto, o Serviço de Monitoramento de Atmosfera Copernicus (CAMS) e o Serviço de Mudança Climática de Copernicus (C3S), que representam toda a Europa, confirmaram dias atrás que esse gigantesco buraco localizado no Ártico simplesmente se curou. E não teve nada a ver com o fato de estarmos em quarentena e com isso estarmos poluindo menos. Não, foi a Terra que curou sozinha.

https://atmosphere.copernicus.eu/cams-tracks-record-breaking-arctic-ozone-hole

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